Rio 2016 deixou legado esportivo para o País

Notícia postada em 16/05/2017 22:21

Em um ano de governo, o Ministério do Esporte avalia que o Brasil cumpriu muito bem seu papel nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio no âmbito do governo federal. 

No mês em que recebeu o evento, não houve um caso sequer de zika registrado nem qualquer incidentes graves de segurança. A isenção de vistos ajudou na atração de mais de 1,4 milhão de turistas internacionais, e mais de 90% deles declararam querer voltar ao Brasil.

No plano da organização do evento, as cerimônias de abertura e encerramento foram elogiadas em todo o mundo. Somando Olimpíada e Paralimpíada, mais de 8,3 milhões de ingressos foram vendidos e houve mais de 350 mil horas de transmissão de imagens do País, superiores às 200 mil horas de Londres, em 2012. 

Com o fim dos Jogos, o Ministério do Esporte reiniciou o trabalho de acompanhamento da gestão do legado esportivo, principalmente de estruturas construídas nacionalmente com recursos federais, e de suporte federal às preparações de atletas. A nova listagem de beneficiados pela Bolsa Pódio, a mais alta categoria do Bolsa Atleta, tem previsão de lançamento para este mês.

O material esportivo usado nos Jogos e a infraestrutura criada no Rio de Janeiro e em várias regiões do País têm por vocação atender os atletas de ponta e ajudar a formar novas gerações.

Durante o período de preparação para os Jogos, o Ministério do Esporte investiu quase R$ 4 bilhões nessas estruturas que compõem a Rede Nacional de Treinamento e no suporte direto aos atletas. Entre elas, 47 pistas de atletismo, sendo 26 já concluídas em todo o País.

Bolsa Atleta

A pasta manteve os investimentos no mesmo patamar dos aportes realizados no período que antecedeu os Jogos. O orçamento para este exercício é de R$ 137 milhões, com 7.297 atletas patrocinados. Destes, 6.217 são de modalidades olímpicas ou paralímpicas e outros 1.080 são de modalidades não olímpicas e não paralímpicas.

A primeira lista do novo edital da categoria Pódio será publicada ainda este mês pela Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento (SNEAR), e mais de 180 atletas devem ser contemplados.

Nos Jogos Rio 2016, dos 465 atletas convocados, 77% eram bolsistas do governo federal. Das 19 medalhas conquistadas nos Jogos, 18 eram de atletas bolsistas. Nos Jogos Paralímpicos, 90,9% dos 286 atletas convocados eram patrocinados pelo programa. Todas as medalhas paralímpicas (72) foram conquistadas por atletas bolsistas.

Controle de dopagem

No último ano, o governo federal avançou na consolidação de uma política de controle de dopagem no País. Foi instituída a Justiça Desportiva Antidopagem, formada por um Tribunal e uma Procuradoria, com autonomia e independência julgar violações às regras antidopagem. 

Educação e inclusão

Novo edital do Programa Segundo Tempo (PST), lançado nesta sexta-feira (12), ampliará o acesso ao esporte a crianças e jovens que vivem em áreas de vulnerabilidade social, prioritariamente alunos matriculados na rede pública de ensino. Desde o início do programa, em 2003, são mais de 4 milhões de beneficiados, em 2.341 municípios. Parceria dos ministérios do Esporte e da Defesa, o PST/Forças no Esporte alcançou no ano passado 20 mil jovens em 200 núcleos.

Futebol fortalecido

Em sua missão de fortalecer o futebol brasileiro, a Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor estruturou a Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFut) para fiscalizar as contrapartidas estabelecidas pelo Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

A Autoridade Pública realizou importantes encontros com os clubes de futebol, instituições esportivas, Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) com o objetivo de alinhar procedimentos, como a criação de um balanço financeiro padronizado entre as entidade que aderiram ao Profut.

Fonte: Ministério do Esporte/Foto: Danilo Borges/Ministério do Esporte

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