Réplicas do acervo do Museu Nacional podem ajudar a identificar peças destruídas

Notícia postada em 08/09/2018 20:08

O uso de técnicas de digitalização e modelagem tridimensional de uma parte do acervo científico do Museu Nacional vai auxiliar a força-tarefa criada para recuperar peças destruídas pelo incêndio. O trabalho foi feito pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC), usando técnicas como escaneamento 3D a laser e prototipagem rápida.

Desde 2000, quando começou, centenas de peças do acervo científico do Museu Nacional passaram por um processo de obtenção de imagens virtuais em scanners 3D a laser. Essas imagens geraram arquivos virtuais enviados para máquinas de prototipagem, que os transformou em réplicas precisas e tridimensionais das peças analisadas. Foram feitas réplicas de múmias, fósseis de dinossauros e do crânio de Luzia, o fóssil de mais de 11 mil anos da mulher mais antiga das Américas de que se tem conhecimento. As imagens estão arquivadas no INT e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Segundo o coordenador do Laboratório de Modelos Tridimensionais do INT, Jorge Lopes, que liderou o trabalho de digitalização das peças do Museu Nacional, as imagens e réplicas podem ser utilizadas para atestar a origem de fragmentos de fósseis e pedaços de peças encontrados nos escombros. “Fragmentos encontrados no Museu Nacional podem ser comparados com as imagens armazenadas a fim de descobrir, por exemplo, se pertencem a Luzia ou a algum outro fóssil e auxiliar o trabalho de reconstrução”, explicou Lopes.

Ele acrescentou que trabalho de digitalização das peças, iniciado com o objetivo de auxiliar os pesquisadores e produzir réplicas para outras instituições e exposições, agora terá a função de contribuir para o esforço de recuperação da memória do Museu Nacional.

Fonte: MCTIC/Foto: Divulgação

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