Proposta de redução de emissões do Brasil é ambiciosa e exemplar, diz presidente da COP21

Notícia postada em 23/11/2015 09:25

O Brasil terá um papel preponderante no âmbito da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), prevista para acontecer de 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris, afirmou o ministro de Assuntos Exteriores e do Desenvolvimento Internacional da França, Laurent Fabius, neste domingo (22). Além de ser o chanceler francês, Fabius também presidirá a COP21.

Após conversar com a presidenta Dilma Rousseff, em reunião no Palácio da Alvorada, o ministro disse que sairá do Brasil com a certeza de que poderá contar com o País para chegar a um acordo efetivo entre os países para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, reduzindo o aquecimento global.

A principal meta da COP é limitar o aumento da temperatura em 2º Celsius até 2100. Fabius disse que sua confiança no Brasil se baseia na meta da Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INCD – da sigla em inglês de Intended Nationally Determined Contributions) anunciada pelo Brasil na última reunião da ONU, em setembro passado,quando o País se comprometeu em reduzir em 37% suas emissões de gases de efeito estufa até 2025, totalizando uma queda de 43% até 2030, comparada aos níveis de 2005.

Na visão do ministro, é preciso que os outros países se comprometam com metas ambiciosas assim, para garantir que a COP21 não fracasse. “A conferência tem que ser um sucesso. Não temos plano B porque não temos um planeta B”, alertou.

“Precisamos lutar contra as mudanças climáticas que ameaçam a todos os países do mundo. Isso serve para a Europa, para a França, para a África, para o Brasil e para todos os continentes. Porque a situação de diferentes países evidenciam a necessidade de encontrarmos um acordo. E uma das razões pelas quais eu decidi vir ao Brasil é porque a meta de INDC apresentada pelo governo no final de setembro, é particularmente ambiciosa e exemplar”.

Fabius lembrou que o Brasil é um ator histórico das negociações em questões climáticas, e citou a Cúpula da Terra, em 1992, no Rio de Janeiro.

Hoje o Brasil tem um papel preponderante, essencial, nas negociações, porque ele é reconhecido como a força engajada, comprometida e é por isso que contamos com o Brasil para exercer esse papel ativamente em Paris, para que nós cheguemos a um consenso frente a todos os desafios que temos a enfrentar”. 

O presidente da COP21 disse ainda ter gostado muito de conversar cm a presidenta Dilma sobre a conferência do clima. E acrescentou ter esperança de que o encontro termine bem pelo fato de 170 das 190 nações terem apresentado propostas para redução da poluição.

Fonte: Blog do Planalto / . Foto: Marcelo Camargo/ABr

Comente esta notícia