Projeto Rondon ganha novas perspectivas para 2016

Notícia postada em 18/01/2016 11:40

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, quer ampliar o número de estudantes que ingressa nas ações do Projeto Rondon. “Queremos ampliar o alcance do Projeto Rondon para que se tenha um número muito maior de participantes”, disse o ministro na abertura da operação "Bacuri", que vai realizar uma série de atividades no Maranhão. O evento ocorreu neste sábado (16) no auditório da Federação das Indústrias do Estado, em São Luís, com a presença do governador Flávio Dino.

O ministro ressaltou a importância do programa na construção da cidadania da sociedade. “O projeto produz uma experiência mais profunda na nossa maneira de ver o País”, disse. “É o encontro do Brasil que está na vanguarda com o Brasil que está na universidade. O programa representa o Brasil que aprende, que acumula conhecimento e que domina as ferramentas da transformação”, destacou.

Após a divulgação das novas diretrizes do Projeto, no fim de 2015, as novas perspectivas do programa ficaram voltadas para a formação cidadã do aluno, o legado deixado às comunidades e ao crescimento do Rondon. “Estamos trabalhando para que em um futuro próximo tenhamos um grande incremento no número de rondonistas”, reforçou o coordenador do Projeto Rondon, brigadeiro Augusto César Amaral.

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas também prestigiou a abertura da Operação. Segundo ele, “ao apoiar o projeto estamos plantando uma semente para o futuro”. O comandante destacou que o êxito do projeto está ligado ao envolvimento dos estudantes. “O entusiasmo da juventude é potencializado quando os jovens se voltam para compreender e trabalhar questões nacionais”, enfatizou. Também esteve presente na solenidade o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, entre outras autoridades.

Projeto Rondon

O projeto é uma homenagem ao marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que desbravou o território nacional no século XX. A Operação Zero foi a primeira do Projeto Rondon e começou com um grupo de 30 estudantes e dois professores da Universidade do Estado da Guanabara, hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro, da Universidade Federal Fluminense e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Em 11 de julho de 1967, eles embarcaram do Rio de Janeiro para Rondônia onde permaneceram por 28 dias e realizaram ações de levantamento, pesquisa e assistência médica, beneficiando as comunidades carentes. O programa foi extinto em 1989 e relançado, na cidade de Tabatinga (AM), em janeiro de 2005, por meio de um decreto presidencial.

Desde o relançamento, o Projeto Rondon realizou 69 operações, em 854 municípios de 23 Estados, envolvendo 1,9 mil instituições de ensino superior.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Defesa

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