Nota de repúdio à violência policial patrocinada pelo governador Beto Richa do PSDB/PR

Notícia postada em 30/04/2015 19:49

Dia 28 de abril foi comemorado o Dia Mundial da Educação, no entanto, no Brasil, a educação ainda é tratada com descaso e como caso de polícia.

Em vários Estados os professores estaduais estão em greve. Ainda não é cumprido o Piso Nacional da Educação em grande parte dos estados da Federação.

Embora aprovado, ainda necessita ser regulamentado a destinação de parte dos royalties do petróleo para a educação.

Enfim, ainda é longa a luta/as dos professores/as e da sociedade em geral, pela valorização da educação pública.

O caso mais absurdo dessa luta, não apenas dos professores, mas de todos os servidores estaduais aconteceu no dia 29 de abril, no Estado do Paraná, um dia após a comemoração do Dia Mundial da Educação e dois dias antes da comemoração do Primeiro de Maio.

O governador paranaense Beto Richa, do PSDB, anunciou logo após sua vitória no primeiro turno das eleições de 2014, que o estado estava a beira de um colapso financeiro. Em contrariedade ao que afirmara durante toda a campanha eleitoral.

Para solucionar o problema dessa má gestão o governador apresentou um Projeto de Lei (PL) em que aposentados/as e pensionistas com 73 anos ou mais passem a ser pagos com recursos do fundo mantido em conjunto por servidores e pelo Estado, liberando assim recursos de um fundo bancado apenas pelo Tesouro direto.

Cálculos indicam que o projeto reduzirá de 57 para 29 anos a expectativa de duração dos fundos dos/as servidores/as paranaenses.

A segunda votação, realizada dia 29 de abril, contou com um aparato policial digno de países em guerra, com milhares de policiais cercando todo o acesso à Assembléia Legislativa do Paraná para impedir o acesso dos servidores, em especial dos/as professores/as em greve, com cães da raça pit bull e farta parafernália bélica.

O resultado dessa ação militar foi um desastre, resultando em mais de 170 servidores feridos e uma imensa quantidade de bombas de gás lacrimogêneo, gás pimenta e balas de borracha disparadas contra os manifestantes, além do tradicional uso de cassetetes.

A bancada governista, mesmo sabendo da praça de guerra  instalada nas dependências externas da Assembléia Legislativa, votou de acordo com os interesses do governador que obteve os mesmos 31 votos que tinha obtido na primeira votação.

A ação patrocinada pelo governador tucano do Paraná, pelo secretário de segurança pública e pela polícia militar não tem precedentes no Estado, superando em vítimas até mesmo a violenta repressão ocorrida no Paraná em 1988, quando era governador o hoje senador tucano Álvaro Dias.

No dia Primeiro de Maio, em todo o mundo, são homenageamos os mártires de Chicago e todos os trabalhadores e trabalhadoras que lutaram e que lutam por um mundo mais digno, solidário e socialista.

Nesse Primeiro de Maio em nome de todos/as aqueles que lutam por um mundo melhor, repudiamos a violência policial patrocinada pelo governador tucano do Paraná e homenageamos os educadores e servidores do Paraná, mais uma vítima da crescente violência policial patrocinada por governantes empenhados em retirar direitos dos trabalhadores, duramente conquistados em anos de luta.

Viva os trabalhadores e trabalhadoras do mundo!

Viva os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!

Viva o Primeiro de Maio!

 Vagner Freitas                                                          Sérgio Nobre

 

Fonte: CUT

                                         Presidente                                                               Secretário Geral

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