Na Venezuela, Pimenta denuncia o Golpe no Brasil e defende presidência rotativa do Mercosul aos venezuelanos

Notícia postada em 15/07/2016 17:42

Diante da recente onda de golpes na América do Sul contra governos progressistas, iniciada em Honduras, em 2009, passando pelo Paraguai, em 2012, e agora no Brasil, e da intensa campanha midiática contra os projetos da esquerda, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) participou de atividades esta semana na Venezuela para reafirmar a luta pela democracia na região e o respeito à soberania popular dos governos legitimamente eleitos.

Em entrevista à rede de televisão Telesur, Pimenta declarou que o Brasil “está vivendo uma quebra da normalidade democrática”, e defendeu a garantia do mandato da Presidenta Rousseff, lembrando que ela foi eleita com mais de 54 milhões de votos. “O golpe no Brasil tem um evidente interesse econômico, mas não é um golpe isolado. Há uma articulação internacional para desestabilizar a democracia e os governos progressistas em toda América do Sul”, assegurou Pimenta.

Em encontro com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Pimenta demonstrou preocupação com as articulações do interino José Serra para impedir que a Venezuela assuma a presidência do Mercosul. Na semana passada, Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso procuraram o presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, para suplicar que a presidência do bloco não seja transmitida à Venezuela.

Segundo Pimenta, o boicote proposto por José Serra seria para beneficiar petroleiras americanas, às quais José Serra tem fortes relações, como já revelado por documentos do WikiLeaks. “Recentemente, a Exxon Mobil descobriu uma reserva de petróleo no mar próximo à Guiana. Historicamente, existe uma disputa entre a Venezuela e a Guiana sobre limites de fronteira, e enquanto esse limite não se resolve, há uma resolução internacional para que ninguém possa explorar recursos naturais naquela região. E um dos objetivos do golpista José Serra, que advoga pelos interesses americanos, é impedir que a Venezuela assuma a coordenação do Mercosul, pois essa questão será tratada, em um primeiro momento, de maneira arbitral, pelo bloco”, explica Pimenta.

Ao presidente Maduro, Pimenta informou que, no Brasil, as articulações para entregar o petróleo brasileiro às petroleiras americanas também são bancadas por José Serra desde a entrada do governo golpista. Na semana passada, um projeto dele foi aprovado em Comissão Especial da Câmara para abrir a exploração do pré-sal para as multinacionais e retirar a Petrobrás das operações do pré-sal.

Reservas – Atualmente, o Brasil é o 14º país com a maior reserva de petróleo do mundo. Com a descoberta do pré-sal, o Brasil poderá passar a ser o terceiro país com as maiores reservas mundiais, atrás apenas de Venezuela e Arábia Saudita. No mundo todo, países que possuem grandes reservas controlam suas próprias riquezas, tanto que cerca de 90% dessas reservas estão em mãos de estatais, explica Pimenta. “Por que seria um bom negócio para o Brasil andar na contramão do mundo e entregar o controle de suas próprias riquezas?”, questiona o petista.

Segundo o parlamentar, com Lula e Dilma, o Brasil se tornou uma das maiores economias do mundo, e com a descoberta do pré-sal o país tinha a garantia de um salto em saúde e educação e de um grande volume de investimentos pelas próximas décadas. “Mas agora tudo está ameaçado pelo projeto entreguista dos golpistas, defensores da desigualdade social”, alerta Pimenta.

Fonte: PT na Câmara - Assessoria Parlamentar - Foto: Arquivo Pessoal

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