Mortes de migrantes e refugiados aumentam no Mediterrâneo

Notícia postada em 08/08/2018 06:58

Nos primeiros sete meses de 2018, mais de 1,5 mil migrantes e refugiados morreram no Mediterrâneo tentando chegar à Europa. Somente em junho e julho, 850 indivíduos faleceram durante a travessia. Os números foram divulgados neste mês (3) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que alerta para aumento no número de óbitos na comparação com 2017.

Nos primeiros sete meses de 2018, mais de 1,5 mil migrantes e refugiados morreram no Mediterrâneo tentando chegar à Europa. Somente em junho e julho, 850 indivíduos faleceram durante a travessia. Os números foram divulgados neste mês (3) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que alerta para aumento no número de óbitos na comparação com 2017.

Desde o início do ano, uma em cada 31 pessoas que tentaram atravessar a rota morreu ou está desaparecida. No ano passado, a taxa era de uma em cada 49. De janeiro a julho, cerca de 60 mil indivíduos cruzaram o Mediterrâneo com destino ao continente europeu. O contingente equivale à metade do identificado para o mesmo período de 2017 e é menor que o de todos os anos desde 2014.

A Espanha se tornou o destino número um dos refugiados e migrantes, com mais de 23,5 mil chegadas ao país da Península Ibérica. Em segundo lugar, vem a Itália, com 18,5 mil, e a Grécia, com 16 mil. Do total de pessoas que fizeram a travessia, 13,5% vêm da Síria.

Segundo o organismo da ONU, traficantes de pessoas sobrecarregam embarcações, que são deixadas ao relento para barcos de resgate após a partida. Em botes precários e sem navegadores, as populações migrantes e refugiadas têm de esperar a ajuda de ONGs e autoridades para sobreviver e chegar ao continente.

“O ACNUR pede urgentemente aos Estados e autoridades ao longo das rotas de trânsito que tomem todas as ações necessárias para desmantelar e suspender redes de tráfico”, afirmou o enviado especial da agência da ONU para o Mediterrâneo, Vincent Cochetel.

“Para salvar vidas no mar, temos de usar medidas apropriadas e necessárias para responsabilizar os que visam lucrar com a exploração de seres humanos vulneráveis”, completou o dirigente.

Fonte: ONU/Foto - (Crédito: ACNUR/Giuseppe Carotenuto)

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