Montadoras apostam em acordos bilaterais com México e Uruguai

Notícia postada em 11/09/2015 10:42

Renovação do pacto com os mexicanos em março já se reflete na balança do setor: 35 mil veículos vendidos até agosto.

O setor automotivo está mirando no México e no Uruguai para ampliar as exportações. O mercado mexicano ganhou mais atenção depois que o governo do Brasil renovou em condições favoráveis aos produtores brasileiros o acordo automotivo que vigora entre os dois países. O resultado foi sentido em agosto, com a exportação de 13,9 mil veículos para o parceiro latino-americano. No ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o total enviado ao México somou 35 mil unidades.

Os números puxaram o desempenho do setor neste ano, que acumula alta de 10,5% no número de carros brasileiros vendidos no Exterior. O presidente da Anfavea afirma que o ganho de escala com o México veio para ficar, após o acordo fixar cotas de exportação livre de impostos até US$ 1,7 bilhão até 2019. “O México é uma tendência que veio para ficar”, diz.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, avalia o acordo como mais favorável ao Brasil do que o anterior. “A gente espera que o Brasil exporte mais para o México e que o acordo seja cumprido”, avalia.

O Uruguai também se apresenta como mercado positivo, embora com potencial de exportação menor que o mexicano, de acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Moan. A tendência das montadoras brasileiras é de dobrar o fluxo de veículos para o vizinho sul-americano, depois que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) reforçou o diálogo bilateral com os importadores uruguaios. “Estamos trabalhando muito com o governo, mais especificamente com o MDIC”, afirma. “O nosso esforço é para conquistar e manter cada degrau”, diz.

A Anfavea confia no fim da oscilação acentuada do câmbio, até o dólar estabilizar na casa dos R$ 3,50. Esse patamar pode ajudar as montadoras, segundo a entidade, a recuperar perdas de mercado ocorridas nos últimos anos com o fortalecimento do real frente ao dólar. “Acredito firmemente que num futuro próximo não teremos a volatilidade que temos, mas o patamar de R$ 3,40, R$ 3,50 veio para ficar”, avalia.

 Fonte e foto: Portal Brasil

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