Modelo atual de concessão reduziu preço de tarifas

Notícia postada em 12/06/2015 09:37

De 2011 a 2014, o governo fez leilão de sete rodovias com valor médio de pedágio de R$ 3,50. É um preço bem abaixo dos R$ 10,40 nos contratos assinados entre 1995 e 2002.

O governo federal adotou, há 13 anos, um modelo de concessão de rodovias que vem baixando cada vez mais o valor das tarifas para os usuários. Os leilões de sete trechos ocorridos entre 2011 e 2014 resultaram num preço médio de R$ 3,50 a ser cobrado nos pedágios. É um preço muito menor do que a tarifa média de R$ 10,40 nas seis estradas concedidas no período de 1995 a 2002.

Neste mês, entrou em vigor a nova tarifa da ponte Rio–Niteroi, que caiu de R$ 5,20 para R$ 3,70. Foi o resultado do leilão de concessão realizado em março de 2015. A queda de preços nos pedágios é um dos objetivos da nova etapa de concessões de rodovias no Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado pela presidenta Dilma Rousseff na última terça-feira (9).

O governo vai leiloar mais quatro trechos em 2015, num total de R$ 19,6 bilhões em investimentos. São eles: a BR-163 que liga Sinop (MT) a Itaituba (PA); as BRs 364 e 060, de Goiânia (GO) a Rondonópolis (MT); a BR-364, no trajeto de Jataí (GO) ao entroncamento com a BR-153 no Triângulo Mineiro; e as BRs 476/153/282/480, no trecho que vai de Lapa (PR) à região de Chapecó (SC).  

Em 2016, serão mais 11 leilões, com 4.371 quilômetros. O investimento previsto nessas estradas é de R$ 31,2 bilhões, beneficiando dez estados (Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco). O governo estima que as concessões mais antigas possibilitem um investimento de R$ 15,3 bilhões.

Ao todo, as concessões novas do PIL somam investimentos totais de R$ 66, bilhões. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) aprovou a lista de rodovias incluídas agora no programa. Segundo a entidade, o setor já investiu R$ 43 bilhões desde 1995. Para os próximos cinco anos, já estão programados investimentos de cerca de R$ 55 bilhões de contratos assinados.

“[O programa anunciado] é mais uma prova da solidez e eficiência da iniciativa privada para desenvolver, operar, ampliar e modernizar infraestruturas de transporte. É importante, no entanto, não esquecer de aspectos básicos que impactam diretamente a execução de investimentos durante o contrato”, diz a nota ABCR. “É fundamental a continuidade das iniciativas para se garantir celeridade para a liberação de licenças ambientais e autorizações do governo para a execução das obras.”

Fonte: Portal Brasil

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