MMA entrega o Prêmio de Biodiversidade

Notícia postada em 21/05/2015 22:58

Troféu concebido por Darlan Rosa simboliza a célula de um ser vivo. Cada uma de suas seis faces recebeu um desenho abstrato, retratando o maior número possível de espécies de plantas, animais quadrúpedes, répteis, insetos, aves.

Um cubo de seis lados, idealizado pelo escultor mineiro Darlan Rosa, tomou forma de obra de arte ao ser entalhado numa chapa de compensado revestido com a madeira freijó, a ser entregue aos finalistas e ganhadores da primeira edição do Prêmio Nacional de Biodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). O vencedor de cada uma das seis categorias do Prêmio, com solenidade marcada para a noite desta sexta-feira (22/05), às 19h, no Itamaraty, em Brasília, receberá uma escultura de 35 centímetros de diâmetro, sustentada por uma base sólida em freijó, com dedicatórias pessoais entalhadas em baixo-relevo.

Darlan Rosa conta que gerou uma imagem tridimensional no computador para ter uma ideia real do produto final. O cubo, esculpido em diagonal, simboliza a célula de um ser vivo e cada uma de suas seis faces recebeu um desenho abstrato, retratando o maior número possível de espécies de plantas, animais quadrúpedes, répteis, insetos, aves. “A obra remete à ideia de preservação, de construção de novos seres, de reconstrução de novas espécies metaforicamente falando”, explica o artista.

AMOR E ARTE

A peça foi, originalmente, pensada pelo escultor para ser em metal, mas o aspecto ecológico foi considerado e optou-se pela madeira. A escultura é toda desmontável para facilitar o transporte e foi elaborada em madeira por se tratar de um item de fácil reciclagem, entrando na esfera de recomposição e renovação quando seus resíduos voltam ao meio ambiente, lembra Rosa.

O criador do troféu desta primeira edição do Prêmio Nacional de Biodiversidade lamenta não estar no Brasil na data da revelação dos vencedores das seis categorias concorrentes. Ele explica: “Nessa data, estarei em Cuba participando de uma bienal, mas me sinto honrado pelo convite do Ministério do Meio Ambiente para idealizar a peça”. E garante: “Não trabalho por dinheiro; minha relação com a arte é de amor, tanto que doei minha criação para o MMA”.

TOM SOBRE TOM

O freijó é uma árvore de grande porte e sua madeira rajada, de média densidade, em variados tons de castanho, é muito usada no mercado por ser fácil de trabalhar e abundante na região Amazônica. A empresa Protomak, que presta serviço de engenharia de produto e prototipagem rápida (impressão 3D), foi responsável pela confecção de 40 troféus. O sócio-gerente do estabelecimento, Murilo Lana, explica que cada um dos seis lados do cubo foi usinado individualmente para depois ser montado sobre a base maciça.

Segundo Lana, cada uma das 240 peças dos 40 cubos foi entalhada com uma ferramenta de corte chamada fresa, semelhante a uma broca, comandada por uma máquina computadorizada, obedecendo aos detalhes do desenho virtual preparado por Darlan Rosa. A máquina “cava” cada face no bloco de madeira e, depois, a finalização é feita com cera de carnaúba para manter seu aspecto natural, realçando os veios sem usar verniz ou produtos e processos químicos. Foram preparados dez troféus de 35 cm de diâmetro cada e outras 30 peças de 25 cm.

De acordo com a bióloga do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao MMA, Vera Coradin, a madeira freijó permite um acabamento muito bonito e foi a melhor opção de material para a confecção das peças, dentro do que existe disponível no mercado. Segundo ela, a espécie é bastante utilizada como madeira cerrada e em painéis decorativos, entre outras possibilidades.

Fonte: Ascom/MMA

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