Ministério Público já solicitou ao governo francês lista de envolvidos

Notícia postada em 01/04/2015 14:14

Integrantes da CPI do HSBC pediram informações sobre o caso junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do HSBC reuniu-se na terça-feira (31) com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em busca de informações sobre os nomes de brasileiros envolvidos no caso. A CPI investiga denúncias de irregularidades no envio de recursos por meio de contas de brasileiros no banco HSBC da Suíça.  A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) informou que o Ministério Público já entrou em contato com o governo francês solicitando a lista dos 8,6 mil brasileiros que movimentaram um total de US$7 bilhões, nos anos de 2006 e 2007, na filial suíça do banco.

 “O MP está fazendo sua parte e, assim que obtiver a lista, encaminhará para a CPI. É fundamental a comissão ter acesso a essa lista para separar o joio do trigo. Nós não vamos fazer sensacionalismo, mas apenas compartilhar informações importantes que contribuirão para o nosso trabalho de investigação, respeitando sempre o sigilo no quer for necessário”, declarou.

Participaram também da reunião os senadores Paulo Rocha (PT-PA), presidente da CPI, Regina Souza (PT-PI), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e David Alcolumbre (DEM-AP).

O caso

No início de fevereiro, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) divulgou o projeto SwissLeaks, por meio do qual foram expostos quase 60 mil arquivos com detalhes sobre mais de 100 mil correntistas do HSBC e suas movimentações bancárias, entre 1988 e 2007. Os dados sobre as contas correntes foram vazados pelo ex-funcionário do banco Herve Falciani, que repassou as informações para as autoridades francesas, em 2008. As contas bancárias reveladas somam cerca de US$ 100 bilhões de correntistas de mais de 200 países.

No Brasil, as investigações sobre o caso estão sendo feita por três caminhos: a Receita Federal apura a evasão e a sonegação fiscal; o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça identifica e tenta repatriar eventuais recursos ilegais; e a Polícia Federal investiga os crimes. Desde a semana passada, a CPI também investiga o caso.

Fonte: PT Senado

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