MinC designa membros do comitê do programa Memória do Mundo

Notícia postada em 11/10/2017 08:34

O Ministério da Cultura (MinC) designou os 18 integrantes do Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para um mandato de dois anos. Criado em 1992 para incentivar e sensibilizar governos, fundações internacionais e organizações a preservar a memória cultural de seus povos, o programa reúne patrimônio documental dos mais diversos povos e representa boa parte do patrimônio cultural mundial.    Atualmente, o programa da Unesco conta com a participação de 63 países, divididos em cinco grandes grupos geográficos culturais. O Brasil está no grupo da América Latina e Caribe. O Comitê Nacional do Brasil foi criado em 2004 e tem como objetivo assegurar a preservação das coleções documentais de importância mundial, por meio do registro na lista do patrimônio documental da humanidade. Além disso, as ações do comitê estão a democratização do acesso aos arquivos e a criação da consciência sobre a importância e a necessidade de preservá-lo.   Algumas coleções brasileiras já estão inscritas no Memória do Mundo. Entre elas, estão o arquivo arquitetônico de Oscar Niemeyer, os documentos relativos às viagens do Imperador Dom Pedro II no Brasil e no exterior, o arquivo da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, a coleção do Imperador Dom Pedro II de fotografias estrangeiras e brasileiras do século XIX e a rede de informação e contrainformação do regime militar no Brasil (1964-1985).    Outras coleções e documentos já solicitaram submissão para serem inscritas ao programa, mas ainda estão sob análise. São elas: as apresentações Clamor, do Comitê da Defesa dos Direitos Humanos nos Países do Cone Sul, entre os anos de 1978 e 1991; e a coleção do indigenista Jesco von Puttkamer, que reuniu 40 anos de informações sobre cultura, hábitos e interação ambiental de cerca de 60 povos indígenas da Amazônia.   Arquivo Arthur Ramos   Outra coleção presente no Memória do Mundo é o arquivo do médico psiquiatra, etnólogo e professor Arthur Ramos, inserido em 2016. Trata-se de um conjunto composto por mais de 4,8 mil documentos datados de 1940 a 1955, produzidos ou acumulados pelo primeiro diretor do Departamento de Ciências Sociais da Unesco. A coleção está no Rio de Janeiro, na Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura.   Nos dias 2 e 3 de outubro, foram aprovadas 10 das 22 candidaturas de obras brasileiras inscritas no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da Unesco. Estão entre elas o arquivo Lima Barreto, apresentado pela Fundação Biblioteca Nacional; as Atas do Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado – o início da Previdência no Brasil, apresentado pela Mongeral Aegon Seguros e Previdência; a Coleção Família Passos, apresentado pelo Museu da República /Ibram; a Coleção Tribunal de Segurança Nacional: a atuação ao Supremo Tribunal Militarcomo instância revisional (1936-1955), apresentada pelo Superior Tribunal Militar; a Coleção Vladimir Kozák: Acervo Iconográfico, Filmográfico e Textual de Povos Indígenas Brasileiros (1948 – 1978), apresentada pelo Museu Paranaense; a correspondência original dos governadores do Pará com a Corte - Cartas e Anexos (1764-1807), apresentada pelo Arquivo Nacional; o Formulário Médico: manuscrito atribuído aos Jesuítas e encontrado em uma arca da Igreja de São Francisco de Curitiba, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz; os Livros de Registros da Polícia Militar da Bahia, apresentados pela Polícia Militar da Bahia; os Registros Iconográficos da Revolta da Armada (1893-1894), apresentados pelo Arquivo Geral.   Fonte: MinC

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