Mais de 60% dos domicílios amazonenses não tem acesso à rede de esgoto

Notícia postada em 04/01/2018 00:37

No Amazonas 64,8% dos domicílios não tem acesso à rede coletora de esgoto. Essa situação se reflete na região Norte, que tem a menor cobertura de esgoto do país. Os dados fazem parte do levantamento feito pelo Grupo de Trabalho (GT) criado pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que apresentou seu relatório final em dezembro.

O presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Aleam, deputado Sinésio Campos (PT), explicou que o documento foi copilado a partir de dados fornecidos pelos próprios órgãos que atuam com essas informações no Estado, como também oriundos de Audiências Públicas realizadas pela Comissão na capital e nos municípios amazonenses.

O levantamento utilizou informações do estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2015 (PNDA 2015) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que demonstram que na última década não houve avanço no saneamento básico na cidade de Manaus. Na capital amazonense essa assistência chega a 6%, que são provenientes de empresas particulares.

O estudo identificou que das 17 estações de tratamento de Manaus, apenas duas estão em operação, o que requer um posicionamento do poder público estadual no sentido de cobrar da concessionária Manaus Ambiental avanços na cobertura desse sistema.

Com base em dados da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), o grupo de trabalho identificou que o sistema de esgoto da cidade de Manaus é dividido em cinco bacias de contribuição: Educandos, São Raimundo, Gigante, Tarumã e Colônia.

Tais bacias são divididas em Sistemas, sendo o primeiro denominado de integrado Centro/Educandos e o segundo de lsolados, que diz respeito aos conjuntos residenciais e bairros, cujos sistemas de esgotamento não estão interligados em si.

Interior

Com relação aos municípios amazonenses, o GT concluiu que os mesmos possuem baixa cobertura populacional com disposição adequada do esgoto sanitário, por meio da rede coletora ou fossa séptica. A baixa cobertura do serviço de esgoto expressa as condições socioeconômicas regionais com baixo valor. O grupo concluiu que essa situação decorre devido a não priorização de políticas governamentais direcionadas ao desenvolvimento social.

Fonte: Aleam

Comente esta notícia