'Governo que tirou 30 milhões da miséria merece respeito', diz Gleisi Hoffmann

Notícia postada em 01/10/2015 12:31

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) cobrou respeito ao legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou a ser alvo de ataques caluniosos por parte da grande imprensa e de setores da oposição. “Faço aqui uma homenagem ao presidente Lula, porque devemos muito a ele a grande conquista de o Brasil ter saído do Mapa da Fome”, afirmou Gleisi em pronunciamento ao plenário, nesta quarta-feira (30). Ela ressaltou que um governo que tirou 30 milhões de brasileiros da miséria merece reconhecimento – e respeito.

 

No ano passado, o Brasil foi excluído do Mapa da Fome segundo levantamento realizado pelas Nações Unidas que aponta os países do mundo onde as populações sofrem com esse flagelo. “Trata-se de uma conquista da nação brasileira. Deixamos de nos envergonhar da fome e da miséria”, afirmou a senadora. “É também uma conquista para a humanidade, porque fomos um dos poucos países que alcançaram a meta do milênio, que realmente dizia que os países deveriam reduzir à metade a fome e a miséria até 2015”.

Gleisi lembrou o cenário que caracterizou as décadas anteriores ao início dos governos petistas. "Cresci e vivi muito tempo vendo a fome neste País. Quantas matérias assistíamos pela televisão, pelos jornais, mostrando as famílias do Nordeste comendo calango, tomando sopa de papelão, para poderem se sustentar?”, indagou a senadora.  Nem mesmo em seu estado, o Paraná, rico produtor agrícola, estava livre do flagelo. Enquanto isso, o Brasil já se destacava como um dos maiores produtores de alimento do mundo—mas a comida não chegava à mesa de muitos de seus cidadãos.

“Como um dos maiores produtores do mundo, o Brasil tinha fome”. Foi muito graças à determinação de Lula, que colocou o combate à fome no topo de suas prioridades de governo, que essa realidade começou a mudar. Ainda antes de assumir a presidência, Lula já batalhava para reverter a miséria, como quando lançou o Fome Zero, ao lado de Betinho e de outras lideranças no Brasil, em 2001. Como presidente, apostou na estratégia de políticas públicas interligadas e complementares.

“Uma das mais importantes dessas políticas foi a valorização do salário mínimo, com um crescimento real, desde 2003, de 71,56%”, lembrou Gleisi. “Tínhamos um salário mínimo que envergonhava a maioria dos trabalhadores brasileiros e discutia-se se era possível elevá-lo aos US$100. Hoje nós temos um salário mínimo que extrapola muito os US$200”.

Outro ponto essencial foi a política da geração de empregos. “Podemos estar enfrentando situações de desemprego, mas este País gerou 21 milhões de empregos, nesses últimos 13 anos”, lembrou Gleisi. “Isso fez com que nós conquistássemos uma situação de estabilidade de renda, de acesso aos bens de consumo básico”.

Além disso, as políticas diretamente focadas no combate à pobreza adotadas pelo Brasil chamaram a atenção internacional para a verdadeira revolução que se processava aqui. O programa de alimentação escolar, feito em parceria com a agricultura familiar, os programas de transferência de renda, entre outros, retiraram da miséria mais de 30 milhões de pessoas. “Brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$77 mensais têm sua renda complementada por meio do Bolsa Família. É o maior programa de transferência de renda e enfrentamento à pobreza que este País já viu. Hoje nós temos 13.880.362 famílias que recebem o Bolsa Família sendo que o orçamento destina R$27,712 bilhões para que nós possamos sustentar esse programa”.

Além do Bolsa Família, que foi colocado à disposição de toda a população, o governo implantou, a partir de 2011, o Programa Busca Ativa, para colocar no Bolsa Família aquelas pessoas que sequer conseguiam chegar ao setor público para solicitá-la. Hoje são 1.444.131 famílias que entraram no cadastro único do programa através dessa busca.

O País também aumentou muito os benefícios da Previdência Social e Gleisi destacou o aumento significativo do pagamento do Benefício de Prestação Continuada, que é destinado a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência que não tenham meios para garantir o seu sustento. O valor é de um salário mínimo e o benefício contempla hoje 1,913 milhão de idosos recebendo, representando R$16 bilhões. Entre as pessoas com deficiência, são mais 2,317 milhões de pessoas atendidas.

Outros programas, como Água para Todos, Luz para Todos, a rede de atendimento de assistência social, composta de Cras, e Creas, unidades de acolhimento para crianças e adolescentes, as unidades de acolhimento para pessoas desabrigadas, para as pessoas idosas, para as pessoas com deficiência. “Temos uma verdadeira rede de serviços de assistência social colocada à disposição do povo brasileiro”, afirmou Gleisi. Também a política de creches do Brasil Carinhoso, o Bolsa Verde (que atende as famílias extremamente pobres residentes em áreas prioritárias de conservação ambiental), o Microcrédito Crescer. “Esses programas todos fazem parte de um grande esforço do governo, desde 2003, para que combatêssemos a fome e a miséria neste País. E, graças da Deus, há um ano, o Brasil saiu do mapa da fome”.

Gleisi conclui parabenizando o presidente Lula e a presidenta Dilma e a sociedade brasileira, a quem credita a responsabilidade por esses resultados. “Esse é o Brasil que dá certo”, resumiu a senadora.

Fonte e foto: PT no Senado - por Cyntia Campos

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