Governo Alckmin faz reorganização escolar silenciosa, diz juíza

Notícia postada em 15/06/2016 18:40

Após denúncias da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), de estudantes e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), o Judiciário também alerta para a reorganização escolar silenciosa feita pelo governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB).

A juíza Carmen Cristina Fernandez Teijeiro e Oliveira, do Foro Central da Fazenda Pública, afirmou que existe o fechamento de salas de aula em São Paulo e que isso “remete a uma provável reforma mais ampla”. Sob pena de multa, ela intimou a Procuradoria-Geral do Estado a se manifestar até quarta-feira (15).

Alckmin reconheceu ter deixado de abrir, em 158 escolas, séries de entrada, as classes de 1.º e 6.º anos do Ensino Fundamental e 1.º ano do Ensino Médio. 

Em 2015, Alckmin propôs fechar 93 colégios estaduais, a reorganização escolar. Após protestos de professores e secundaristas, a Justiça proibiu o governador de seguir com o processo, que foi suspenso, inicialmente, até 2017.

Não é o que acontece, de acordo com os levantamentos feitos ao longo de 2016 pela Apeoesp. A presidenta do sindicato, Bebel Noronha, já havia alertado para uma reorganização escolar silenciosa. “O que acaba ocorrendo, no final da história, é que fecham tantas salas de aulas de uma escola que a própria comunidade escolar acaba dizendo que precisa fechar a escola mesmo. E o aluno acaba sendo prejudicado por várias razões”, explica. 

“O governo deveria promover debates com a comunidade escolar e toda a sociedade sobre educação pública estadual, mas não o fez até o momento”, critica Apeoesp, em comunicado oficial.

Caos na educação paulista

Segundo o deputado João Paulo Rillo (PT-SP), o descaso com a educação em São Paulo não se resume apenas ao fechamento de escolas e de salas de aulas, além da falta de merenda escolar.

“Não bastasse os problemas já existentes, agora, o governo Geraldo Alckmin, abandonou totalmente o reforço dado aos alunos com dificuldades de aprendizado e esvaziou os outros dois modelos de recuperação presencial da rede paulista. A consequência dessa atitude desprezível do governador foi a demissão de professores e o êxodo de milhares de alunos das escolas”.

Rillo se referia ao fato de a gestão tucana ter abandonado o reforço dado além do período de aula para alunos com dificuldade de aprendizado.  O reforço oferecia salas de aula menores (recuperação intenstiva) ou dois prodessores em sala de aula.

“Ao agir dessa forma, o governo Alckmin nega um futuro a milhões de crianças neste Estado. Lamentável!”, criticou a deputada Beth Sahão (PT-SP).

Fonte e foto: Agência PT

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