Ganância do capitalismo fomenta terrorismo e prejudica desenvolvimento sustentável, diz presidente de Cuba

Notícia postada em 29/09/2018 22:04

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na última quarta-feira (26), em Nova Iorque, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, falou sobre as consequências do capitalismo, do imperialismo e do neoliberalismo, atrelando-os ao aumento do fascismo e dos conflitos em todo o mundo.

Segundo Díaz-Canel, a ganância do capitalismo não só fomenta o terrorismo, como também desvia recursos importantes que poderiam ajudar a implementar as medidas de desenvolvimento sustentável acordadas na Agenda 2030 da ONU.

Ele criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por retirar o país do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Segundo Díaz-Canel, os EUA são “um dos maiores poluidores do passado e da atualidade, e isso coloca em risco a vida das futuras gerações, bem como a sobrevivência de todas as espécies – incluindo os humanos”.

O líder cubano também observou o aumento do vínculo histórico-cultural entre o povo de Cuba e os EUA, e o potencial das relações comerciais entre os dois países, como sendo do interesse de toda a região.

Para Díaz-Canel, o embargo continua sendo o elemento que define a relação entre Cuba e EUA pois “busca sufocar a economia cubana”.

“É uma política cruel. Pune as famílias e toda a nação de Cuba”, afirmou o presidente.

Ele destacou ainda o “apoio incondicional” de seu país a uma solução justa, abrangente e duradoura para o conflito israelo-palestino, com base na solução dos dois Estados.

Falando sobre a crise síria, o presidente expressou seu apoio a uma solução pacífica e negociada, sem interferência estrangeira e com total respeito à sua soberania e integridade territorial. Além disso, ele também parabenizou o processo de reaproximação na Península da Coreia, e exigiu o cumprimento do acordo nuclear com o Irã.

Díaz-Canel também aproveitou o momento para informar aos demais líderes mundiais sobre as medidas que seu país está adotando para melhorar o modelo de desenvolvimento socioeconômico e iniciar um processo de reforma constitucional por meio da discussão popular – um exercício que é verdadeiramente democrático e participativo, de acordo com ele.

Fonte: ONU/Foto: ONU/Cia Pak

Comente esta notícia