Filme brasileiro lembra a tragédia do Holocausto

Notícia postada em 30/01/2015 01:04

Longa "Esse Viver Ninguém me Tira", de Caco Ciocler, será exibido até sexta-feira (30) na Caixa Cultural de Recife.

Na semana em que se celebra o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (27), a história se faz ainda mais viva.

Estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia de 1945, considerado o maior campo nazista de extermínio.

Para resgatar o que aconteceu, a Caixa Cultural Recife e a Federação Israelita de Pernambuco exibem, até sexta-feira (30), o filme "Esse Viver Ninguém me Tira", longa dirigido por Caco Ciocler, numa produção Cinegroup-Cinevídeo. 

A obra conta a emocionante história de Aracy Guimarães, mulher do escritor Guimarães Rosa, que atuava como facilitadora da vinda dos judeus ao Brasil no período da Segunda Guerra Mundial, na época em que seu marido era cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo.

Heroína anônima, Aracy morreu esquecendo e sendo esquecida, vítima do Alzheimer e de um país também sem memória. Aracy Guimarães tem seu nome escrito no Jardim dos Justos Entre as Nações, no Museu do Holocausto, em Israel.  

Com pouquíssima documentação disponível, o diretor joga luz à essa existência através de suas próprias motivações pessoais. De origem judaica, Caco Cioler buscou, no filme, entender o que levou a funcionária do consulado a desafiar ordens superiores e a tirar os judeus da Alemanha.

Com a exibição, a Federação Israelita de Pernambuco e o Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco buscam ampliar o conhecimento do público sobre o Holocausto, sob a perspectiva nacional brasileira. 

Foto: Foto: Evan Schneider/ UN (18/11/2013)

Fonte:Agência Caixa de Notícias

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