Dilma reafirma críticas a Aécio e diz que ele tinha 'blindagem' em Minas

Notícia postada em 16/10/2014 13:47

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (15) em São Paulo que seu adversário pelo PSDB, Aécio Neves, tem que provar "onde estão as mentiras" que ela falou sobre a época em que ele governou o estado de Minas Gerais. Afirmou ainda que o fato de o candidato afirmar que a campanha petista está sendo dominada pelo ódio é "uma forma de se furtar ao debate".

"Todos os fatos que falei são comprovados", disse a petista. "Eu quero que o candidato prove onde estão as mentiras", completou depois, em entrevista à imprensa. Todos os fatos que falei são comprovados [...] Eu quero que o candidato prove onde estão as mentiras"

Dilma Rousseff

A petista se referia a reações do candidato tucano às críticas que tem feito à sua gestão como governador de Minas. Várias delas foram externadas no debate realizado pela TV Bandeirantes nesta terça (14), quando Dilma apontou problemas na saúde, educação, segurança e administração do estado.

Segundo Dilma, o governo de Aécio teve de fazer um termo de ajustamento de gestão com o Tribunal de Contas do estado devido à falta de investimentos em saúde e educação. A presidente também citou que Aécio empregou parentes durante sua gestão.

Dilma disse que faz parte da democracia e da discussão receber críticas a seu governo e "escutar barbaridades sobre sua campanha. Depois, criticou a postura do adversário.

"Eu posso passar por isso e achar que isso faz da democracia, isso faz parte da discussão. O candidato de fato não está acostumado a receber críticas porque ele, muitas vezes como vocês mesmo divulgam, tinha uma certa blindagem quando foi governador de Minas Gerais. Eu não acredito e nem vou considerar que seja certo desespero do candidato", afirmou.

"Esta e uma forma de se furtar ao debate. Todo mundo que quer ser presidente da República é obrigado a debater".

Além do termo de ajustamento de gestão, Dilma citou também a construção de um aeroporto no interior de Minas perto de propriedades de parentes de Aécio e também o aumento da taxa de homicídios no estado durante o período governado por ele. "Não inventei não, investigue", disse ela, afirmando que os dados são públicos e foram divulgados pelo site do Tribunal de Contas e pela imprensa.

Dilma participou em São Paulo de um encontro com professores de todo o país, que demonstraram apoio à sua candidatura como a "candidata que valoriza a educação". Dilma foi ovacionada pela categoria no evento. Ela parabenizou os professores pelo seu dia e defendeu que só com bom ensino público é que o país conseguirá se desenvolver.

Ao referir-se aos governos de Aécio em Minas e de Fernando Henrique Cardoso no governo federal, Dilma comparou dados da construção de escolas de ensino técnico, afirmando que "eles nunca priorizaram a educação".

Ela ressaltou a lei do Petróleo, que repassa 75% dos royalties do pré-sal para a educação. "Temos que fazer uma política global de valorização do professor", defendeu ela, referindo-se a maiores salários para a carreira e à melhor formação do profissional, garantindo o número de professores nas áreas de ensino em que há falta, como matemática e física.

Dilma estava acompanhada do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e do candidato derrotado ao governo de São Paulo pelo PT, Alexandre Padilha, e do atual ministro da Educação, Henrique Paim.

Petrobras

Questionada por jornalistas se não deveria assumir erros em relação à corrupção na Petrobras, Dilma respondeu que tem "muita tranquilidade" em relação ao assunto porque retirou as pessoas que estavam em cargos suspeitos, mesmo sem saber "que ocorria este processo". "Não tenho o que assumir em relação à Petrobras, eu tenho que investigar".e pelo próprio desespero de seus aliados políticos. Vamos debater o Brasil com generosidade em alto nível", concluiu.

 

 

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