Dilma e Obama retomam diálogo de alto nível

Notícia postada em 26/06/2015 00:49

Em quatro dias, a presidenta se reúne com investidores do mercado financeiro e do setor produtivo, além de visitar centros de inovação tecnológica na Califórnia.

A ida da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos marcará uma nova etapa de reaproximação dos dois países em temas como investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e mudanças climáticas. A agenda durante a viagem é uma das mais importantes dos últimos anos para a política externa do Brasil.

A visita oficial começa na segunda-feira (29), em Nova York, com debates sobre economia e investimentos. Na terça-feira (30), Dilma vai a Washington se encontrar com o presidente norte-americano, Barack Obama. O encerramento da viagem será em São Francisco, na quarta-feira (1º), quando ela visitará centros de tecnologia.

“Essa viagem representa uma retomada de diálogo bilateral de alto nível em diversos temas”, disse o embaixador Carlos Paranhos, sub-Secretário Geral Político do Ministério de Relações Exteriores.

Na segunda, Dilma estará em Nova York para encontros com empresários do setor produtivo e investidores do mercado financeiro. Segundo Paranhos, a mensagem é a de importância que o Brasil dá ao plano de ajuste, ao Programa de Investimento em Logística (PIL) e à retomada de investimentos norte-americanos no Brasil.

Em Washington, Dilma será recebida por Obama na Casa Branca. Haverá uma declaração conjunta com compromissos para cúpula sobre clima em Paris no final deste ano, uma declaração sobre o grupo de trabalho em Direitos Humanos e acordos como os de facilitação de comércio e energia.

O último dia de viagem será em São Francisco, na Califórnia. Dilma visitará a Universidade de Stanford, a sede da empresa Google e o centro de pesquisa aeroespacial da Nasa. Essa parte da agenda terá um foco específico em educação e inovação tecnológica.

Um dos objetivos da viagem de Dilma Rousseff reaproximar o Brasil dos Estados Unidos. O comércio entre os dois países perdeu dinamismo a partir da crise de 2008, baixando as compras de produtos brasileiros pelos norte-americanos. Desde então, a China assumiu um protagonismo muito forte nas relações com a economia brasileira.

O intercâmbio comercial do Brasil com Estados Unidos atingiu US$ 62 bilhões no ano passado, segundo o Itamaraty. As exportações brasileiras somaram US$ 27 bilhões e as importações, US$ 35 bilhões. Os norte-americanos são grande compradores de bens industriais brasileiros (máquinas, aço, aviões).

Uma aposta forte do Brasil está nos investimentos dos Estados Unidos. As empresas norte-americanas têm, por exemplo, um estoque US$ 116 bilhões em investimentos estrangeiros na economia brasileira. Por sua vez, as companhias brasileiras possuem US$ 14 bilhões investidos o mercado americano.

Fonte: Portal Brasil

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