(Des)governo recua e vai relançar portaria do Minha Casa, Minha Vida

Notícia postada em 03/06/2016 17:55

O (des)governo Temer juntou mais uma figurinha ao seu álbum de recuos. À coleção, juntou-se, nessa quinta-feira (01), o programa Minha Casa, Minha Vida, que havia sido golpeado logo nos primeiros dias de exercício do ministro interino das Cidades, Bruno Araújo.

Como já está se tornando hábito, os golpistas não resistiram à pressão e voltaram atrás. Coincidentemente ou não, o recuo aconteceu um dia depois da imensa manifestação promovida pelo Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) e outros movimentos sociais, que ocuparam na tarde da quarta-feira (1º) a entrada do prédio onde funciona o escritório da representação da Presidência da República em São Paulo.

Os manifestantes, que foram tratados com a violência habitual da polícia paulista, pediam justamente o retorno do programa que o Ministério revogara no dia 17 de maio e que autorizava a contratação de até 11.250 moradias pela modalidade Entidades.

Segundo o ministro interino, as portarias foram revogadas porque tinham sido lançadas no último dia da gestão da presidente afastada, Dilma Rousseff. Ele nega ter cedido por conta do protesto. Diz que a decisão já estava tomada. Acredita quem quer

A nova decisão, sacramentada em portaria, foi anunciada pelo próprio Bruno Araújo. De acordo com o ministro, como as portarias revogadas foram produzidas no último dia da gestão da presidente afastada, a revogação foi feita para que o ministério pudesse avaliar o andamento do processo. Agora, disse, a nova portaria trará “aprimoramentos”.

O presidente golpista já voltou atrás em duas decisões tomadas, em apenas vinte dias de governo. A primeira foi o retorno do Ministério da Cultura, após forte pressão da população brasileira. Temer excluiu a pasta e recebeu duras críticas; voltou atrás e criou uma secretaria independente, mas mesmo isso não foi necessário para silenciar o clamor dos manifestantes. Além disso, o presidente só nomeou ministros homens para compor seu governo, relembrando os tempos de início de ditadura militar no país, quando o primeiro general que assumiu o poder nomeou somente homens para compor o seu quadro.

Fonte: PT no Senado - por Giselle Chassot, com agências de notícias/Foto: Mídia Ninja

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