Desemprego subirá 100% com a gestão de Temer

Notícia postada em 14/01/2017 18:26

Em 2017, o mundo terá 3,4 milhões a mais de desempregados. Desse total, 1,2 milhão, ou seja, mais de um terço, será de brasileiros. A informação é da OIT (Organização Mundial do Trabalho), divulgada no relatório "Perspectivas sociais e do emprego no mundo – Tendências de 2017". Segundo a OIT, o Brasil somará 13,6 milhões de desempregados em 2017.

Diante disso, o silencio é total no Palácio do Planalto e a ordem é não comentar os números do relatório da organização internacional. A gestão de Temer, cuja marca é a exclusão social, conseguirá o feito de fazer o desemprego crescer 100% do que foi nos governos democráticos e eleitos pelo voto popular de Lula e Dilma, que optaram uma política econômica que combinou o crescimento com a geração de empregos e a inclusão social.

No mundo, o número de desempregados chegará a 201 milhões de pessoas, crescendo 3,4 milhões em 2017. Na América Latina e Caribe serão 26,6 milhões de desempregados, com o Brasil contribuindo com 51,1%. O relatório da OIT mostra que o percentual de desempregados no País sairá de 3,08% para 6,77%. “Vale observar que o aumento das taxas de desemprego na América Latina e Caribe - alta de 8,4% - foi puxado basicamente pelo desemprego Brasil.

As recomendações da OIT são as seguintes para as nações em desenvolvimento como o Brasil, que enfrenta uma recessão: o governo deve oferecer estímulos fiscais (o governo golpista está fazendo o inverso, está cortando) e aumentar o investimento público (o governo golpista está fazendo justamente o contrário, cortando os investimentos).

O economista sênior da OIT e principal autor do relatório, Steven Tobin, afirma que o crescimento econômico e inclusivo requer uma abordagem política multifacetada que abarque as causas subjacentes, como a desigualdade social e de renda.

Em artigo para o Novo Jornal, publicado hoje, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirma que o Brasil com Lula e Dilma tinha iniciado um processo de redução das desigualdades. No entanto, agora foi tomado de assalto por reformas antipopulares e recessivas que vão fazer o desemprego crescer, aumentando o empobrecimento das pessoas.

“A fórmula da redução dos investimentos sociais, fragilização dos sindicatos, contratações e demissões desregradas, jornadas de trabalho exaustivas, salários que não atendem às necessidades básicas das famílias e desmantelamento do Estado Social traz como resultados o aumento da pobreza, forte insegurança social e crescimento acentuado da desigualdade, alimentando a segregação, o desamparo e a criminalidade”, afirma.

Fonte: PT no Senado - por Marcello Antunes - Colaborou Giselle Chassot

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