Descoberto túnel de animais extintos na região de Rondônia e Amazônia

Notícia postada em 04/08/2015 20:00

A estrutura cavernosa chamou atenção pelos numerosos túneis interligados e por conter uma extensão indefinida.

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil descobriram no último mês a primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica, extintas há milhares de anos na América do Sul. A caverna já era conhecida por moradores da região de Ponta do Abunã, em Rondônia (RO), mas não havia sido classificada de paleotoca, ou seja, cavada por animais extintos.

De acordo com o geólogo Amilcar Adamy, responsável pela descoberta, a paleotoca é bem conservada e sem grandes obstáculos à circulação de pessoas. Além disso, possui marcas de garra que indicam que foi escavada por animais extintos de grande porte da megafauna pleistocênia sul-americana, possivelmente uma preguiça gigante, extinta há cerca de 10 mil anos. “Não temos na fauna atual da região nenhum animal capaz desse tipo de escavação”, explica.

A primeira visita dos geólogos ao local foi em 2010. Segundo Adamy, desde o primeiro momento, a estrutura da toca despertou o interesse dos pesquisadores pelo formato circular e semicircular de grandes dimensões, pelos numerosos túneis interligados e por conter uma extensão indefinida, mas faltavam informações para classificar a caverna. “É possível ficar em pé lá dentro e circular livremente, somente em algumas partes é preciso se abaixar para passar”, destaca.

Após contato com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Estadual Paulista, responsáveis pelas descobertas de dezenas de paleotocas nas regiões Sul e Sudeste, a equipe técnica do Serviço Geológico voltou a campo em meados de julho para analisar o local. “Com esse subsídio, pudemos fazer a constatação de que a caverna não era resultante de processos naturais ou da ação do homem”, disse Adamy.

Serão feitos estudos complementares na região para buscar novas tocas, além de detalhar a paleotoca descoberta e realizar escavações de pequeno porte na busca de evidencias fósseis e determinação da extensão total da caverna. 

A pesquisa na região faz parte do Projeto Geodiversidade de Rondônia, que busca identificar sítios geoturísticos que podem contribuir com o desenvolvimento econômico do estado ao favorecer o turismo em bases sustentáveis. Segundo Adamy, ainda não há previsão de data para a abertura da caverna à visitação.

Fontes: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil e Serviço Geológico do Brasil  

Comente esta notícia