Depois de 8 meses de promessas, Meirelles diz que desemprego continua

Notícia postada em 16/01/2017 19:21

 O ministro da Fazenda Henrique Meirelles reconheceu que o desemprego vai continuar crescendo e que "a recuperação do emprego ocorrerá apenas no segundo semestre", em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, no domingo. Depois de oito meses, a administração de Meirelles fechará o ano de 2017 com 13,6 milhões de desempregados, segundo a OIT (Organização Mundial do Trabalho), praticamente o dobro de 2014. Em 2017, também segundo a OIT, o mundo terá mais 3,4 milhões de desempregados, dos quais 1,2 milhão será de brasileiros.

A promessa de recuperação do emprego, no entanto, não durou um dia, com a divulgação de relatório do Fundo Monetário Internacional, nesta segunda-feira, reduzindo a projeção de alta do PIB em 2017. Segundo o relatório divulgado, a estimativa do Fundo é que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2017 será de 0,2%, menos que os 0,5% previstos em outubro. A expectativa anunciada pelo ministro Henrique Meirelles é de crescimento de 2%, enquanto o Banco Central crava o mesmo percentual do FMI.
Apontando a contradição, o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Airton dos Santos, questiona "em qual setor o governo aposta para puxar o crescimento, se pelo consumo, investimento das empresas, gastos dos governos ou exportações?" Segundo ele, "um deles tem que reagir, ser o polo dinâmico", apontando dificuldades objetivas diante do atual quadro de recessão. Segundo ele, a aposta do governo são as parcerias público privadas (PPPs), com questionáveis investimentos externos, e as exportações, que representam apenas 4%do PIB. "Quando os agentes puramente de mercado não reagem, é decisivo o papel do setor público, do Estado, promover uma política contra-cíclica", ou seja, investir na economia.

Fonte: PT no Senado/Foto: Imprensa Volkswagem - Fotos Públicas

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