Centro de Operações Conjuntas da Saúde funcionará 24h a partir de 29 de julho

Notícia postada em 12/07/2016 21:08

Monitoramento será feito no Rio e em todas as sedes do futebol. Cidade olímpica contará com 235 leitos de retaguarda e 146 ambulâncias adquiridas pelo Ministério da Saúde, que também lançou o aplicativo “Guardiões da Saúde”

O Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs) para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 foi apresentado nesta terça-feira (12.07), no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da pasta, Ricardo Barros. O CIOCS  é responsável por monitorar as ocorrências de saúde e vai funcionar 24h entre 29 de julho e 26 de setembro. O trabalho é coordenado pelo Ministério da Saúde, com uma equipe de 125 pessoas, em parceria com estados e municípios-sede das competições de futebol. 

“O centro serve para que a vigilância em saúde durante os Jogos seja a mais eficaz possível e para que possamos atender qualquer ocorrência o rapidamente. Os protocolos são internacionais e as equipes estão treinadas para qualquer tipo de evento”, disse Ricardo Barros.

“As atividades incluem contato com as unidades de atendimento, receber ligações e notificações, monitoramento de mídia e redes sociais, também com base no aplicativo Guardiões da Saúde, e o monitoramento junto à Organização Mundial da Saúde do que está acontecendo nos países que terão delegação no Brasil. Se ocorre um surto que possa ter impacto aqui, nós já somos informados”, acrescentou Wanderson Kleber, coordenador geral de Vigilância e Respostas a Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde.

Na cidade olímpica, o CIOCS funcionará no Centro de Operações Rio (COR). A previsão do Ministério da Saúde é que, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, sejam realizados cerca de 22 mil atendimentos nas instalações olímpicas, com 700 transferências para unidade de atendimento “A estimativa internacional é de que 1 a 2% do público precise de algum cuidado médico, e que de 0,2 a 0,5% tenha que se deslocar até um hospital. Na Copa do Mundo, nas 12 sedes, 0,2% do público precisou de atendimento fora das arenas”, explicou Wanderson Kleber.

Estrutura 

O Rio 2016 é responsável pelo serviço médico particular às delegações (dentro e fora das arenas) e para o público nas áreas de competição. Estima-se que cerca de 90% dos casos sejam resolvidos no posto médico dentro da instalação. Em caso de necessidade de remoção, o atendimento será direcionado para a rede de assistência dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde investiu R$ 72 milhões na compra e aparelhamento de 146 novas ambulâncias para os Jogos, que ficarão como legado para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após o megaevento em cidades ainda não definidas.

Também foram disponibilizados 235 leitos de retaguarda na cidade olímpica, sendo 135 federais, 50 municipais e 50 estaduais.  A previsão é contratar 2.500 profissionais temporários para reforçar o atendimento e, segundo o Ministério da Saúde, 80% deles  já foram convocados e 60% contratados, com a expectativa de chegar a 100% até o início dos Jogos. Um curso de vigilância e atenção à saúde voltado para o megaevento será oferecido pela pasta para profissionais da área a partir de 18 julho.

Os hospitais de referência para os casos mais graves são: Lourenço Jorge (trauma) e Coordenação de Emergência Regional (CER) Barra da Tijuca (clínico) na região da Barra;  Salgado Filho (trauma), Souza Aguiar (trauma), UPA Engenho de Dentro (clínico) e CER Centro (clínico) na região Maracanã; hospital Albert Schweitzer na região Deodoro; e Miguel Couto (trauma) e CER Leblon (clínico) na região Copacabana.

“O Rio de Janeiro está preparado para receber os Jogos. O município, o estado e a União cumpriram a sua parte, tudo aquilo com que nos comprometemos quando disputamos os Jogos será entregue”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Clique para conhecer a página do aplicativo Guardiões da Saúde

Guardiões da Saúde

O Ministério da Saúde também lançou, nesta terça-feira, o aplicativo “Guardiões da Saúde”, que pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais dos celulares e acessado na web (guardioesdasaude.org). Disponível em sete idiomas, a ferramenta permite ao usuário relatar sintomas de doenças e informar detalhes, como se houve contato com pessoas que também apresentaram aqueles sintomas, se recebeu atendimento médico e se esteve fora do país recentemente. É a chamada vigilância participativa, que ajuda a coletar dados sobre risco de transmissão de doenças e acelerar ações de resposta por parte do poder público.

 

Diariamente, a pessoa pode responder perguntas relacionadas à condição de saúde, como “Está com febre? Sente dores no corpo? Está com manchas ou coceiras?” O usuário é orientado a procurar um serviço de saúde dependendo do sintoma relatado. Também é possível acessar informações sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) mais próximas. O aplicativo permite ainda aprender sobre diversos temas de saúde por meio de um jogo interativo que ensina, por exemplo, as ações para o controle do mosquito Aedes aegypti.

O “Guardiões da Saúde” foi usado durante a Copa do Mundo em 2014 com o nome de “Saúde na Copa”. No período da competição, foram feitos 10 mil downloads, sendo que cinco mil pessoas realizaram notificações. Segundo Marlo Libel, coordenador da fundação norte-americana que desenvolveu o aplicativo, foram identificados alguns conglomerados de casos, mas nenhum requereu investigação.

Clique para conhecer o portal Saúde do Viajante

Saúde do viajante

O portal Saúde do Viajante (www.saude.gov.br/viajante), que orienta turistas a planejarem os cuidados com a saúde durante viagem dentro ou fora do Brasil, passou por renovação. Disponível em português, inglês e espanhol, o site apresenta uma série de cuidados gerais que as pessoas devem seguir antes da viagem, no avião e no destino. Turistas que virão a ao Brasil para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos têm ali todas as informações necessárias sobre vacinas, cuidados com doenças e alimentação.

Fonte: brasil2016.govbr - Carol Delmazo

     

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