Brasil tem papel de destaque na colaboração para retirar minas deixadas pelos conflitos na Colômbia

Notícia postada em 09/10/2015 01:06

O Brasil tem dado importantes contribuições para a Colômbia no sentido de minimizar os efeitos deixados pelo longo conflito entre o governo do país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). Uma delas é o processo de desminagem, que é a retirada de minas explosivas enterradas no solo do território colombiano.

De acordo com embaixadora brasileira em Bogotá, Maria Elisa Berenguer, a Colômbia é segunda nação do mundo em quantidade de minas antipessoal, perdendo apenas para o Afeganistão. O país latino-americano assumiu compromisso para acabar com essas minas até 2021 e a cooperação militar do Brasil tem sido decisiva, por meio de intercâmbio de pessoas e formação, por exemplo.

“Dos dez batalhões de desminagem que a Colômbia tem, nove foram formados por brasileiros. E esperamos formar mais três esse ano. O Brasil tem colaborado na formação dos desminadores e oferece toda a colaboração na formação de doutrinas de desminagem e oferecemos também intercâmbio de pessoa”.

Desde a chegada dos primeiros militares brasileiros, em 2005, quando o Brasil ganhou um papel de destaque para o desenvolvimento da desminagem no país, já foram destacados mais de 40 especialistas brasileiros para integrar o chamado Grupo de Monitores Interamericanos de Junta Interamericana de Defesa da OEA.

Berenguer comentou que o Brasil quer inclusive aumentar essa cooperação. “Essa é uma colaboração que, pessoalmente, me deixa muito feliz, porque eu sei que a Colômbia precisa e reconhece essa colaboração e estamos dispostos a aumentar mais, seja no âmbito da OEA (Organização dos Estados Iberoamericanos), da JID (Junta Interamericana de Defesa), seja no âmbito bilateral, há uma grande disposição dos militares brasileiros para essa cooperação”, destaca a embaixadora.

E agregou que parcerias como essa podem contribuir para fortalecer a integração regional. “Toda a cooperação brasileira com a Colômbia, seja ela bilateral ou por intermédio de organismos internacionais, está orientada em dar cumprimento a dois imperativos constitucionais: a da integração latino-americana, considerando que o fim do conflito é decisivo e trará benefícios para toda a região; e o princípio da autodeterminação dos povos. Oferecemos a experiência de nossos militares sem estabelecer nenhum tipo de condição”, salienta Maria Elisa.

E acrescenta: “Se a gente puder fortalecer mais ainda a Colômbia nessa tarefa que ela tem pela frente, eu acho que nós teremos dado uma boa contribuição”, diz.

Fonte: Blog do Planalto

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