Brasil quer manter apoio da França para que acordo Mercosul-UE saia em 2016, diz chanceler

Notícia postada em 23/11/2015 19:32

O Brasil defendeu que a França mantenha seu apoio às negociações entre o Mercosul e a União Europeia, de forma que um acordo entre os dois blocos possa ser assinado já em 2016. Foi o que disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após participar de um almoço de trabalho, no Itamaraty, com o ministro de Assuntos Exteriores e do Desenvolvimento Internacional da França, Laurent Fabius, neste domingo (22).

Para que essa negociação, que já dura duas décadas, alcance esse resultado, é preciso apenas que os dois lados troquem suas ofertas antes do fim deste ano.

“Reiteramos ao ministro Fabius o desejo do governo brasileiro, e de todo o Mercosul, de passar a fase da troca de ofertas para o acordo Mercosul-UE. Para que possamos, ainda neste ano, sentarmos, seja em Bruxelas seja em Assunção – porque o Paraguai tem a presidência pro tempore do Mercosul, para a troca efetiva de ofertas”.

Mauro Vieira afirmou ainda que o Brasil aceitou o apoio da França para garantir a segurança e evitar ataques terroristas nas Olimpídas de 2016. Segundo o ministro, a França colocou-se à disposição do Brasil tanto para transmitir os resultados das ações que estão sendo tomadas naquele país, relativamente aos ataques do último dia 13 de novembro, quanto com o próprio serviço de inteligência, para reduzir o risco de ataques no Brasil durante o evento.

“O que aconteceu em Paris, infelizmente poderia acontecer em vários países do mundo, uma vez que [grupos terroristas] estão organizados internacionalmente”, alertou Fabius. “Disse a Dilma Rousseff que estamos à sua disposição”, acrescentou.

Finalmente, o chanceler brasileiro contou ter conversado com Laurent Fabius sobre as relações bilaterais Brasil-França, que avaliou como excelentes, e sobre a inauguração da ponte que une o Brasil à Guiana Francesa.

“A possibilidade é de que essa inauguração se realize em princípios do segundo semestre do próximo ano. Tão logo se concluam as negociações necessárias de acordos bilaterais que visam facilitar o trânsito entre as populações dos dois lados e também das pessoas que queiram se dirigir a outro país [por meio da ponte], por motivo de turismo, negócios ou por qualquer outro tipo de necessidade”.

Fonte: Blog do Planalto/  Foto:Marcelo Camargo/ABr

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