Brasil mostrará na COP21 que energia verde-amarela é a contribuição que mundo espera

Notícia postada em 15/10/2015 15:34

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nessa quarta-feira (14), que o Brasil tem todas as condições de mostrar, na 21ª Conferência do Clima (COP 21), em dezembro, como vai cumprir a meta que traçou, de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030. Segundo ela, a matriz de combustível brasileira é uma das bases mais importantes para que o País possa mostrar que essa ambiciosa meta é factível. A COP 21 será realizada em Paris.

“Vamos deixar claro em dezembro, lá em Paris, que as nossas metas não são só factíveis, mas que o Brasil, mais uma vez, mostrará que, nesta questão da energia renovável, a energia verde e amarela é, sem sombra de dúvida, aquilo que o mundo pode esperar de nós como contribuição nesta área”.

“Nós temos uma vantagem: nenhum carro se move, neste País, sem etanol. Nós construímos isso ao longo da história. Estamos nos comprometendo com uma meta audaciosa para o etanol, de elevar de 30 para 50 milhões de toneladas a contribuição do etanol na nossa matriz de combustível”, afirmou ela, ao participar da inauguração do novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia Agrícola. do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), da empresa Raízen, na Fazenda Santo Antônio, em Piracicaba (SP).

O complexo inaugurado hoje é um dos mais avançados do mundo na pesquisa para a produção de etanol de segunda geração (2G). Esse tipo de combustível é obtido a partir do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar, o que atende a busca do governo por fontes de energia limpas e renováveis. A presidenta Dilma já tinha visitado a Raízen de Piracicaba em julho passado, quando inaugurou a Unidade de Produção de Etanol 2G.

“Eu tenho a certeza, depois de julho, quando vi a produção de etanol celulósico, mas sobretudo agora, que eu vejo o nível de desenvolvimento científico-tecnológico e de inovação aqui deste laboratório, que temos todas as condições para cumprir essa meta. E, se for o caso, até superá-la. Sabemos que essa conferência vai ser um momento muito importante para que façamos com que o mundo saiba como é que se produz etanol aqui e qual é o futuro que nós delineamos para essa área de atividade”, destacou.

Dilma fez questão de ressaltar que o governo, por meio de investimentos em pesquisas, é parceiro do setor sucroalcooleiro: “Queria aqui deixar claro que seremos, e somos, parceiros”, disse, lembrando a importância dessa parceria para que a pesquisa científica básica vire tecnologia de ponta na vida real. “A pesquisa científica que vira tecnologia, ou seja, que vira a semente. Que inova e que, ao ser aplicada pelos produtores, resultará em uma produção muito mais eficiente. Num gasto muito menor de energia e, obviamente, num comprometimento ainda menor do meio ambiente”.

Fonte: Blog do Planalto/ Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Comente esta notícia