Brasil e Coreia do Sul vão aprofundar parceria no Ciência sem Fronteiras

Notícia postada em 23/04/2015 06:01

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, a Coreia do Sul já recebeu 449 bolsistas brasileiros. Foto: RafaB/PR

O Brasil vai aprofundar a parceria com a Coreia do Sul no âmbito do Ciência Sem Fronteiras.  Esse é um dos temas da primeira visita de Estado da presidenta daquele país, Park Geun-hye, a partir da próxima sexta-feira (24). Geun-hye será recebida pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Desde 2012, a Coreia do Sul já recebeu 449 bolsistas brasileiros do programa em universidades coreanas. Além disso, mais de 100 empresas da Coreia do Sul tem oferecido estágios profissionalizantes para os estudantes brasileiros. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (22), durante entrevista coletiva concedida pelo subsecretário-geral Político do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima.

Além da área de educação, os dois países pretendem aprofundar também a cooperação em investimento, ciência e tecnologia, inovação, comércio, cultura e energia. Após o encontro bilateral, haverá uma cerimônia de assinatura de atos, para oficializar parcerias nesses temas, e um almoço, no Palácio do Itamaraty, oferecido pela presidenta Dilma à governante coreana.

Veja roteiro da presidenta da Coreia do Sul no Brasil
Após a agenda com a presidenta Dilma, Park Geun-hye vai para São Paulo participar de um encontro empresarial organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Câmara coreana de comércio e indústria.

No dia seguinte, Park se reúne com representantes da comunidade coreana no Brasil, estimada em 50 mil pessoas.

Balança Comercial
Outra pauta em destaque no encontro é a balança comercial entre os dois países. A Coreia do Sul é o sétimo maior parceiro comercial do Brasil no mundo. E o Brasil é o maior parceiro dos coreanos na América Latina. No entanto, o saldo é desfavorável para os brasileiros. O fluxo comercial foi de US$ 12,3 bilhões em 2014, com déficit de US$ 4,7 bilhões.  Este ano, até março, o comércio está em US$ 2,5 bilhões, com déficit de US$ 1,04 bilhão.

Para o embaixador José Alfredo Graça Lima, uma das formas de equilibrar o comércio entre os dois países é abertura do mercado coreano para a carne suína brasileira. “É um produto com valor agregado importante, para que se possa almejar um maior equilíbrio na balança comercial. Independente disso é importante ressaltar também que a Coreia é fonte de investimentos produtivos importantes no Brasil no setor siderúrgico, automotivo”, disse o embaixador.

Ainda de acordo com Graça Lima, a Coreia do Sul é responsável por aproximadamente US$ 3 bilhões em investimentos no Brasil, principalmente nas áreas automotiva, de semicondutores e de siderurgia.

Fonte: Blog do Planalto

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