Braga diz ter como meta colocar AM entre cinco melhores do país no Ideb

Notícia postada em 16/10/2014 13:50

Eduardo Braga (PMDB) foi o segundo a participar da série de entrevistas ao vivo com candidatos ao governo do Amazonas no segundo turno, realizada pelo G1 e telejornal Jornal do Amazonas, nesta terça-feira (14). O candidato à reeleição afirmou que, caso seja eleito, terá como meta melhorar a educação pública no estado, colocando o Amazonas entre os cinco melhores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e comentou a aliança com o ex-prefeito Amazonino Mendes. José Melo (PROS) foi entrevistado na segunda-feira (13).

A entrevista contou com perguntas feitas pela produção da TV Amazonas, redação do G1 e enviadas por internautas, por meio do VC no G1. A entrevista tem duração de cinco minutos na TV, e segue ao vivo por dez minutos no portal.
Na primeira pergunta, Braga foi questionado sobre uma suposta transferência de verba do Imposto sobre Circulação de Produtos e Serviços (ICMS) de Manaus para o município de Coari, que o ex-prefeito Amazonino Mendes, atual aliado do candidato do PMDB, afirma ter sido feita por Braga. Segundo Mendes, o repasse prejudicou duas gestões da prefeitura municipal, dando prejuízo de R$ 2 bilhões à capital. "Eu nunca fiz isso. Na política, às vezes as pessoas estabelecem coisas que não são verdadeiras. Essa legislação foi feita na época em que o Amazonino era governador, em 2002, o Supremo Tribunal julgou institucional a lei feita pelo Amazonino e aprovada pela Assembleia Legislativa da época, e portanto o Supremo Tribunal Federal decidiu revogar aquela lei. Depois, em uma decisão do Tribunal de Justiça aqui do estado do Amazonas, foi determinado ao governo do estado que fizesse repasses à prefeitura de Coari por decisão judicial, portanto eu como governador jamais tomei nenhuma atitude contra a cidade de Manaus", disse.

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O candidato falou em seguida sobre as obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), que surgiram como proposta aos problemas de poluição de igarapés na capital, mas não conseguiram resolver a situação do ponto de vista ambiental. "Nós levamos quase 300 anos poluindo os igarapés, então nós não vamos despoluir os igarapés em menos de dez anos do projeto Prosamim. Precisamos concluir os investimentos nas obras de rede de esgoto, de ligação domiciliares. Eu quero dizer que consegui 5 milhões de dólares de doação do Fundo Espanhol para que pudéssemos fazer as ligações domiciliares gratuitamente na Zona Centro-Sul de Manaus e na Zona Sul, com a rede de esgoto instalada pelo Prosamim, com dinheiro doado. O atual governo devolveu o dinheiro e não fez uma ligação gratuita", declarou.
A respeito da relação com o atual prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), Braga afirmou que "a minha relação com Manaus sempre foi muito boa. Quero dizer que nunca deixei de fazer parcerias e investimentos na cidade de Manaus. Se eu for governador do estado com a ajuda do eleitor e de Deus, haverei de trabalhar institucionalmente com a maior tranquilidade com o prefeito Artur Virgílio".
Sobre o monotrilho, Braga disse que trouxe, quando governador, empresas estrangeiras para avaliar o projeto para a capital, mas afirmou que a obra não saiu do papel. "Os meus sucessores resolveram por uma questão política não implementar aquelas soluções, e o atual prefeito de Manaus não conseguiu, juntamente com os antecessores, estabelecer nenhuma política alternativa àquela que deixamos", criticou.
Candidato Eduardo Braga participou de entrevista (Foto: Leandro Tapajós/G1 AM)
Candidato Eduardo Braga participou de entrevista
(Foto: Leandro Tapajós/G1 AM)
Questionado sobre o primeiro turno, que perdeu em Manaus mas venceu no interior, Braga disse estar satisfeito e ressaltou que a vitória na capital foi de candidatos de oposição, como se classifica. "Fui o mais votado no primeiro turno na totalidade do estado porque ganhei votos do meu adversário. Nós estamos em uma eleição em que os candidatos de oposição, somados, responderam por quase 57% dos votos, portanto a maioria dos eleitores de Manaus votou pela mudança. No interior, além da somatória dos nossos candidatos, eu também fui o mais votado", disse.
O peemedebista comentou ainda sobre a falta de meta do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em seu plano de governo. Segundo ele, o dado reconhecido nacionalmente é o Ideb, e disse pretende colocar o estado entre os cinco melhores do Brasil. Em 2013, a rede pública superou as metas.
Em resposta a pergunta de internauta, Braga disse que, "se for da vontade de Deus", sua esposa e primeira suplente Sandra Braga assumirá o cargo no Senado. "A Sandra, minha suplente, tem uma experiência de 33 anos de vida pública. Sempre foi militante política ao meu lado, conhece nossos projetos, nossos compromissos, e sempre teve uma política social muito próxima da população que mais precisa. Portanto, a Sandra saberá representar, se for da vontade de Deus e do povo, o nosso estado", destacou.
A professora Sara dos Santos questionou Braga, por meio do VC do G1, sobre declaração em debate de que desativaria o Centro de Mídias da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que leva aulas a comunidades no interior do estado por meio digital. "A professora Sara dos Santos não assistiu o debate. O que eu disse foi que o mediado tecnológico iria ter um passo a frente, ganharia o mediado tecnológico profissionalizante, ou seja, nós vamos levar pela primeira vez para dentro do Centro de Mídias o ensino profissionalizante", afirmou.
Braga voltou a ser questionado, na entrevista do G1, sobre a aliança com o ex-prefeito Amazonino Mendes. O peemedebista afirmou que não contou com o político na propaganda eleitoral por não ser candidato. "Ele me apoia, esteve comigo na convenção, esteve comigo em diversos momentos", ressaltou.
Outro internauta questionou Braga, que é senador atualmente e tem o mandato até 2018, se, caso eleito, pretende ficar os quatro anos no governo. "A minha vontade, caso eleito governador, é de concluir o mandato como fiz em praticamente todos os mandatos que assumi", disse.
O internauta Geraldo Lira enviou pergunta sobre a internet banda larga para o interior do estado. "Só via satélite. Não há como prometer, a não ser para aquelas que estão ao longo do gasoduto, ou Linhão de Tucurui, não há como prometer internet para regiões mais isoladas do Amazonas, internet que não seja via satélite. Quando fui presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado consegui, junto ao governo federal, três posições de satélite privados sobre a Amazônia e o governo lançou, finalmente, o projeto de dois satélites públicos".

 

 

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