Abertas as inscrições para festival de filmes realizados por indígenas

Notícia postada em 19/04/2018 19:30

Estão abertas as inscrições da 3ª edição da Mostra de Cinema Tela Indígena, festival de filmes realizados por indígenas ou que abordem essa temática. O evento, que reunirá cineastas indígenas e colaboradores não-indígenas, é um dos festivais selecionados no edital Apoio a Festivais e Mostras Audiovisuais, lançado em 2017, dentro do Programa Nacional de Fomento ao Audiovisual (Proav), da Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura. Os realizadores interessados em participar da Tela Indígena têm até o dia 10 de junho para  inscreverem seus filmes. Serão aceitas produções do Brasil e da América do Sul.   A 3ª edição da Mostra Tela Indígena será realizada em setembro deste ano na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, e, pela primeira vez, em cinco dias consecutivos. Nas edições anteriores, foram promovidas sessões mensais distribuídas ao longo de cinco meses. De acordo com o curador e um dos idealizadores da mostra, Marcus Wittmann, a Tela Indígena deste ano deverá imprimir uma nova dinâmica ao festival. "O público da mostra é bem fiel. Nos cinco dias de festival, será possível fazer uma imersão em temas cotidianos e de direitos dos povos originários. É uma proposta mais interessante tanto para nós (organizadores), quanto para o público e para os cineastas", destacou.     A mostra terá duas sessões diárias, sendo uma vespertina – com filmes voltados para o público infantojuvenil – e outra noturna – com a exibição de longas-metragens e documentários seguidos de debates. A Tela ainda vai contar com sessões comentadas pelos realizadores dos filmes e conferências com pensadores e artistas indígenas de todo o Brasil. Será uma oportunidade para o público conhecer diferentes olhares de vários povos do Brasil e das Américas. Sobre o festival A Tela Indígena surgiu em 2016 a partir de um projeto desenvolvido por estudantes de Antropologia e de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS) para divulgar produções e coproduções audiovisuais de cineastas indígenas e também aquelas produzidas por colaboradores não-indígenas.   Para Marcus Wittmann, a mostra pôde dar vazão à produção cinematográfica de temática indígena que havia em todo o País. "Na época em que desenvolvemos o festival, percebemos que havia muitos filmes sobre a temática indígena, muitos dos quais feitos por indígenas, mas cujo acesso era difícil. Já na primeira edição, conseguimos conectar indígenas e seus filmes a um público amplo, que ia além do ambiente universitário", enfatizou.   A ideia, segundo Wittman, é que a 3ª Edição mostre para um público ainda maior a diversidade de povos indígenas que estão em todo Brasil. Em suas edições passadas, a Mostra já exibiu produções como "Martírio", de Vincent Carelli, "ETE Londres", do cineasta Takumã Kuikuru, e "TAVA", a casa de pedra, dos cineastas guarani mbyá Patrícia Ferreira e Ariel Ortega.  Regras A Mostra recebe curtas e longas-metragens, em animação ou live action. Os filmes não necessitam ser inéditos e podem estar disponíveis online.  As inscrições podem ser feitas aqui.  Cotas para indígenas Para estimular a participação de cineastas indígenas, o Ministério da Cultura lançou em fevereiro deste ano o programa #AudiovisualGeraFuturo, o maior já lançado pelo MinC no setor audiovisual em termos de volume de recursos e de projetos. O pacote de editais, que trouxe em seu escopo cotas específicas (com percentuais distintos) para novos diretores, diretores de regiões fora do eixo Rio e São Paulo, negros, indígenas e mulheres, representa um marco na inclusão social de segmentos da população que normalmente não estão contemplados.   São 11 editais, no valor global de R$ 80 milhões, que além das cotas, contam com duas linhas específicas para documentários, uma exclusiva para a criação de obras com as temáticas Afro-Brasileira e Indígena. Os projetos de valorização das culturas afro-brasileira e indígena receberão R$ 500 mil (cada um) para a realização de dez obras documentais inéditas com duração a partir de 52 minutos.    As inscrições podem ser feitas no sistema Mapas Culturais, no link mapas.cultura.gov.br. Para participar, as produtoras precisam ter registro regular e estarem classificadas como produtoras independentes na Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada do Ministério da Cultura responsável pela gestão dos recursos do FSA. Os editais exigem que os projetos sejam acompanhados de teasers – pequeno vídeo de divulgação.   Fonte: MinC

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